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Convivência em casa

Convivência em casa

Se fôssemos nos basear nos filmes clássicos de comédia para viver a vida, a convivência em casa seria parecida com a Grande Família?  O fato é que, mesmo estando com pessoas que amamos, uma hora sai do controle e vira frustrante.

Dividir o mesmo espaço e passar todas as horas do dia dentro do mesmo cenário é realmente angustiante. E monótono. Temos que ser e viver a mesma vida todos os dias. 

E mais complicado ainda para aquelas pessoas que precisam lidar com os parentes acima de 55 anos, que não querem ficar parados dentro de casa. Por serem o grupo de risco do corona, a situação é muito séria. 

Nossas pesquisas mostram que 34% tem dificuldade de manter os mais velhos dentro do isolamento. Além de precisar cuidar das próprias vidas e aguentar as rotinas cansativas da quarentena,  precisam garantir a segurança de outras pessoas. 

Outro ponto curioso: o analfabetismo tecnológico pode sim se tornar uma dor de cabeça em tempos de corona. 29% das pessoas enfrentam esse problema com os familiares, já que tudo está sendo adaptado para o formato digital. Pagar uma conta já não é um trabalho tão simples para a geração X. 

E para dificultar ainda mais toda essa situação, a diferença de rotina entre as pessoas da mesma casa cria uma confusão ainda maior. Ainda mais entre gerações diferentes. Afinal, uma pessoa da geração Z tem outro ritmo da geração Y. Parece que nada na quarentena veio para ajudar. 

O Novo Normal
Michel Alcoforado
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Antropólogo.Phd, especializado em consumo e comportamento, e sócio fundador do Grupo Consumoteca. Colunista do UOL TAB e comentarista da rádio CBN, produz e participo do podcast CAOScast e Rastros, além de ter ministrado mais de 400 palestras.

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